Aconteceu no SINESP
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●Em reunião do Comitê de Crise Emergencial, SINESP e demais entidades questionaram a ausência do Secretário de Educação.

●Dados do Retrato da Rede do SINESP apresentados trazem a realidade da Rede.

●Comissão de Educação delibera convocação sobre audiência pública e requerimento sobre concursos da RME.  

 

O SINESP tem atuado em defesa dos Gestores Educacionais e da Educação pública de qualidade focando a defesa da vida. O Sindicato tem buscado ampliar o debate sobre a situação da pandemia e o funcionamento das Unidades Educacionais na atualidade e se posicionado em relação aos Planos de Volta às Aulas. Nesta semana duas importantes reuniões trataram já desta temática

Comitê de Crise Emergencial da Educação 

A reunião virtual realizada no dia 30 de junho de 2020 na Câmara Municipal de São Paulo reforçou os pontos já abordados nas reuniões passadas quanto as intenções de planos de retorno das aulas presenciais nas Unidades Educacionais da Rede Municipal de São Paulo. 

O Secretário Municipal de Educação Bruno Caetano Raimundo foi convocado, mas não compareceu. Todos os sindicatos e entidades presentes manifestaram a situação de que não se pode colocar em risco as pessoas em um plano de volta as aulas, sem condições sanitárias definidas e em pesquisa apontando que 75% das famílias não querem a volta às aulas. 

Luiz Carlos Ghilardi, Presidente do SINESP, apresentou o Retrato da Rede 2020 que traz em forma de pesquisa qualificada a expressão dos Gestores Educacionais. O Retrato reforça a precarização da Rede Municipal de Educação com a falta de formação, degradação das relações de trabalho, falta de materiais. Estes dados traziam as condições de fevereiro que atualmente estão mais comprometidas. A nota de SME foi de 0,24 em uma escala de 0 a 1.

Ghilardi traz a preocupação de que o anúncio de volta as aulas feita pelo Governador Doria diante de grande número de mortes e dados como sem testagem dos servidores atualmente em plantão nas Unidades Educacionais, falta de materiais, condições de trabalho, segurança, sem escuta, sem garantia de higienização e prédios com problemas estruturais e sem apoio das Diretorias Regionais de Educação para o SINESP é sem volta as aulas.   

A Vice Presidente do Conselho de Alimentação Escolar e Vice Diretora de Imprensa do SINESP Marcia Simões apresentou que "como diretora que hoje está literalmente no chão da escola, é muito aflitivo pensar na volta deste jeito sem escuta e sem apoio, que as familias também precisam de escuta porque estão com receio de  perda de direitos uma vez que não  pretendem voltar neste ano e por fim, que a fome é urgente. Precisa se pensar hoje como garantir alimentação a todos os alunos usando os alimentos que estão nos galpões da prefeitura, o uso da verba do governo federal, inclusive pontuando que a qualidade das cestas não está em acordo com o projeto da própria Coordenadoria de Alimentação - CODAE da SME". 

Veja a falas de Luiz Carlos e Márcia:

 

Kézia Alves, Coordenadora do Conselho de Representantes do Conselho de Escola questionou a não entrega do primeiro volume dos Cadernos Trilhas e o custo envolvido, sobretudo quando anunciam o envio de um novo volume. Ressaltou que a alimentação para um pequeno percentual de alunos não deu certo e faltou escuta às famílias. Sobre a volta às aulas afirmou que as famílias querem a volta, mas com proteção efetiva ao invés de discursos sobre protocolos que não condizem com a realidade, com falta de pessoal de limpeza, problema que vem desde 2019. 

Maria Vilany Rodrigues da Silva, representante do Fórum Municipal de Educação e Conselheira Representante do SINESP pela Capela do Socorro demonstrou a preocupação com a falta de diálogo da Secretaria Municipal de Educação que não tem participado do Comitê de Crise, os protocolos sem escuta e o papel do Ministério Público quanto ao tema. Reforçou a manifestação dos CRECE Regionais quanto aos planos já apresentados. Relatou ainda as falas já efetuadas pelo SINESP nas reuniões trazendo o clamor de quem está no dia a dia da Rede e cobrou as propostas que precisam de discussão pelo Comitê e seus encaminhamentos.  

Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Os vereadores da Comissão reuniram-se no dia 1º de Julho de 2020 e deliberaram entre outros temas assuntos do Comitê de Crise Emergencial. 

Ficou definido que será realizada uma Audiência Pública na próxima semana e que a presença do Secretário Municipal de Educação Bruno Caetano é essencial para debater os planos de volta às aulas.

A Comissão de Educação definiu uma moção de apoio para celeridade da apreciação e votação do Projeto de Lei 207/2020 que trata da Renda Básica emergencial, considerando a situação de fragilização econômica das famílias. 

Um requerimento do Vereador Toninho Vespoli na Comissão foi aprovado para cobrar esclarecimentos da Secretaria Municipal de Educação quanto ao andamento dos processos de autorização dos Concursos de Professor de Educação Infantil, Diretor de Escola e Supervisor Escolar além da homologação dos Concursos de Auxiliar Técnico de Educação e Coordenador Pedagógico.

 

Reunião dos Sindicatos com Secretário de Educação

Os Sindicatos foram chamados pela Secretaria Municipal de Educação para reunião virtual no dia 03 de julho de 2020. Nesta reunião a SME pretende debater o Plano de Volta às Aulas.

O SINESP manifesta-se que não se pode precisar um plano sem considerar a atual realidade da Rede Municipal de Educação e sem uma escuta efetiva. 
 

Comentários   

# Nette 01-07-2020 19:37
Essa semana em uma reunião fiquei pensando se haverá um protocolo específico para crianças que apresentam algum tipo de deficiência como TEA ou outro tipo pois até o momento não tenho conhecimento sobre esse protocolo.
Grata!
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# Eliana Nunes santos 02-07-2020 09:59
Muito bom o posicionamento dos sindicatos, isso é muito importante, pois precisamos pensar em proteger a vida das crianças e professores. Infelizmente algumas escolas não estão adaptadas para esse retorno é muitas não atendem aos protocolos colocando muitos profissionais em risco.
Na reunião do dia 03/07, peço por gentileza para continuar cobrando sobre as chamadas dos concursos , pedir uma projeção da quantidade de cargos vagos de cei, se possível solicitar uma autorização significativa.
Desde já sou grata...
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# Serjane C Paolillo 02-07-2020 20:59
Boa noite,
Como sempre podemos contar com nossos colegas que estão no sindicado para defender a nossa classe e os nossos direitos.
Até hoje o Secretário ignorou que está colocando a vida dos gestores em risco quando nos obriga a entregas cartões, livros , cestas e agora os materiais. Depois declara que o Trilhas foi entregue a 99,...% dos nossos lindos, Estamos falando de São Paulo? Agora com o retorno está novamente com os pés na lua, se fizer um levantamento de quantos profissionais se declararam de risco, quantos irão voltar a trabalhar? Quem vai atender as crianças?
A escola está em situação precária, sem funcionários e com demandas gigantesca que nos serão impostas.
Desabafo... Pois SME não está nos dando o direito a fala e a obrigada escuta.
Diretora da EMEF CÉU MENINOS
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# Ana Cristina Ferreir 02-07-2020 22:54
Desejo participar para me integrar do assunto e me posicionar.
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# Eder Stefani 14-07-2020 17:30
Não se consegue distância mínima de 1,50 m onde nem refeitório temos. Estamos falando de contratar 8524 auxiliares técnicos de educação e 25572 professores. ampliar os quadros das empresas terceirizadas de limpeza em 51144 funcionários e da merenda em 17048 pessoas. Como fazer todas estas contratações em tão pouco tempo. É as adaptações as escolas, sejam os prédinhos de 3 andares ou as escolas com famosos puxadinhos. A falta de espaços arejados, ou mesmo o simples refeitório, quase que sempre menor do que a sala de aula. Os sérios problemas de ventilação nas maiorias das de aula. Enfim, estamos falando de adaptar pelo menos 1650 escolas para atender as demandas do distanciamento social e regras sanitárias de proteção dos alunos, funcionários e famílias.
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