O ato ocorreu em frente a SME para expor ao Secretário de Educação e ao prefeito o repúdio dos Sindicato à política neoliberal de terceirização e privatização na Rede Municipal de Educação e a disposição de lutar fortemente contra ela.

Após o ato os participantes foram em caminhada até a Assembleia Legislativa para apoiar a manifestação dos setores ameaçados de privatização pelo governo do estado de SP.

 

Contra a IN nº 24, a terceirização e a privatização

Os Sindicatos que compõem a COEDUC, Coordenadoria da Educação, SINESP, Sinpeem e Sedin, realizaram um ato em frente à SME na terça-feira, 28/11. Foi a primeira manifestação conjunta dos Sindicatos, de muitas que virão.

Os dirigentes reafirmaram a unidade dos Sindicatos e a luta contra a privatização durante o ato.

O recado foi direto. Muitas lutas virão em defesa das demandas dos trabalhadores da Educação. E entrarão na pauta a resistência ao autoritarismo e os ataques à autonomia das Unidades Educacionais, bem como à terceirização e à privatização na RME.

Não será aceito, por exemplo, o populismo barato visto no SPI, São Paulo Integral, imposto pela IN nº 24, que obriga a adesão de 50% das turmas de Ensino Fundamental ao ensino integral.

Essa medida nada mais é que uma iniciativa eleitoreira da prefeitura que não se sustentará, porque não vem acompanhada do necessário investimento em infraestrutura, com ampliação e adequação das Unidades, nem da realização de concurso para ampliar e adequar o quadro de profissionais, nem da formação exigida e nem de discussão e negociação com os educadores e seus Sindicatos.

A IN nº 24 tem de ser revogada, pois na prática derruba a qualidade do ensino ao promover apenas a ampliação de permanência das crianças nas escolas, sem garantir melhoria da qualidade a das condições de atendimento. Reunião entre a SME e a COEDUC para discutir o assunto será realizada na quinta, 29/11.

Após a apresentação formal da Coeduc ao governo municipal e a entrega da primeira pauta de reivindicações comum – Veja AQUI – o ato de 28/11 marca a primeira de muitas lutas conjuntas que virão, dos Sindicatos e de toda a categoria!

Barrar as privatizações em São Paulo

O ato conjunto também expressou o apoio do Coeduc a luta contra as privatizações em geral. E à batalha do momento contra os ataques privatistas do governo do estado à Sabesp, ao Metrô, à CPTM, bem como à retirada de verbas da educação pública estadual.

Após o ato na SME, os sindicalistas e demais educadores presentes foram em caminhada até a Assembleia Legislativa para apoiar a manifestação desses setores, que realizaram greve no dia 28/11 contra a ameaça de privatização do governo.

Na Educação, o governo quer reduzir os gastos de 30% para 25% da receita estadual, o que implicaria em retirar até R$ 9,66 bilhões de escolas da educação básica já no próximo ano, inviabilizando ainda a ampliação de vagas em creches.

Veja a intervenção do Vice-Presidente do SINESP João Alberto Rodrigues de Souza em frente à Secretaria Municipal e Educação, e do dirigente do SINESP Emílio Celso no ato em frente à Assembleia Legislativa.

Tudo privatizado

O que o governador do estado pretende é acabar com o setor público e os serviços oferecidos à população. Sua atitude vai no sentido de entregar tudo ao setor privado, aos ventos do mercado, a empresários que têm o lucro como foco, e não o bom atendimento e a garantia de bem-estar e bons serviços à população.

Serviços essenciais como água, esgoto, transporte e educação não podem ser privados nem precarizados. O apagão que revelou o desmonte promovido pela Enel em São Paulo é uma prova disso, bem como as informações de que o governo amplia os lucros das empresas donas das linhas privadas do Metrô com o repasse, para elas, de parte da arrecadação das linhas estatais, como subsídio às passagens.

Apoiar essa luta e participar do movimento junto com os trabalhadores dos setores ameaçados é importante para todas as categorias e para o movimento sindical. É preciso barrar a ameaça de privatização do governador forasteiro de São Paulo. Se ele não for parado, vai prejudicar a população em vários direitos essenciais, como a água, o transporte e a educação públicos.

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