Reunião de RELTs do SINESP tem informação, organização e mobilização para várias lutas

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Barrar a reforma da Previdência, o Escola sem Partido e reforçar as negociações da Campanha Salarial 2019 e da Mesa Setorial de Educação foram os destaques do debate, junto com encaminhamentos e soluções das inúmeras demandas das Unidades de Trabalho!

 

Relts 23 4 19 Site 1Reforma da Previdência avança na Câmara dos Deputados e exige todos na luta

Depois das trapalhadas iniciais de um governo autoritário e despreparado, sua base busca unidade para aprovar a reforma que o mercado/corporações empresarias exigem. Nós, trabalhadores, não podemos nos iludir nem vacilar. A mobilização é nossa única esperança de evitar essa reforma.

Para o SINESP, barrar a re(de)forma da Previdência nacional é prioridade para a categoria! Por isso reforçou, na Relts 23 4 19 Site 2reunião, a defesa do engajamento de todos na mobilização nacional encaminhada pelas Centrais Sindicais, como nos dias 22 de março, e convocou para a manifestação unificada de 1º de maio. Reafirmou, ainda, a firmeza nessa luta, que exige união de todos os trabalhadores para resistir à destruição do direito à aposentadoria que significa na PEC 06/19!

Também lembrou a série de artigos, análises e documentos para entender as facetas e implicações da PEC 06/19 contidos em seu site, com temas como: os efeitos da PEC para o magistério e os serviço público, a mentira do ataque a privilégios, o significado da capitalização, a falácia do déficit e o real motivo do rombo nas contas públicas, que está no serviço da dívida, nos desvios via DRU e nas isenções a empresas.

Veja AQUI os artigos, a íntegra da PEC e formas de pressão sobre os parlamentares.

 

Todos alertas contra o projeto Escola sem Partido

Relts 23 4 19 Site 3O educador, cientista social e coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação Daniel Cara apresentou na reunião a movimentação dos partidários do projeto Escola sem Partido no Congresso e na Câmara Municipal. Lembrou que em Brasília o PL foi arquivado, mas pode voltar à carga, o que ainda não ocorreu para não atrapalhar a prioridade do governo, que são as reformas ultraliberais, como a de Previdência. Em São Paulo a tramitação está viva e pode voltar a tramitar.

E sua exposição, Daniel defendeu que os defensores do Escola sem Partido querem usar a escola para fazer propaganda de suas ideias, que o movimento leva a uma mediocrização da educação, além de visar ao esvaziamento da função da escola, que segundo a Constituição Federal é preparar para a vida, a cidadania e a atividade humana produtiva (não para o mercado de trabalho simplesmente).

Veja AQUI a palestra com Daniel Cara na reunião de RELTs do SINESP. 
O SINESP promoveu também palestra com a Professora Selma Rocha. Outro excelente vídeo foi preparado visando subsidiar as Equipes para o trabalho na Unidade Educacional de fortalecimento da luta e da Gestão Democrática. 

Veja também AQUI palestra com Selma Rocha sobre o mesmo tema em reunião de RELTs de 04/12/2018.

Toda atenção e mobilização permanente são exigências para impedir o avanço desse projeto nefasto. O SINESP traz informações, análises e convoca a mobilização, além de divulgar formas de pressionar os vereadores – Veja AQUI.

O jurídico do SINESP está preparado para acolher todos os filiados que sentirem-se ameaços por pressões e açõs vindas deste movimento e seus promotores. 

 

Retrato da Rede 2019 mostra condições deterioradas de trabalho na RME

Nas reuniões regionalizadas realizadas em todas as DREs no período de 26/03 a 12/04/2019, os RELTs (Representantes dos Locais de Trabalho) responderam a pesquisa qualificada para compor o Retrato da Rede/ISEM/2019.

A Diretoria do SINESP criou a pesquisa e o Retrato da Rede como uma metodologia de escuta de sua base. Há 12 anos revelam uma situação dramática, mas superável com a adoção de uma política educacional eficaz e eficiente. A partir dos dados colhidos e tabulados, hipóteses e conclusões são reveladas nas esferas política e administrativa da Educação Municipal e a Diretoria do SINESP usa estes dados com a finalidade de negociar com o governo melhorias nas condições de trabalho dos Educadores.

Na reunião de RELTs o Sociólogo Ruda Ricci, que assessora o SINESP na pesquisa, apresentou dados preliminares deste ano. Adiantou, por exemplo que houve nova queda no índice de avaliação da política de capacitação desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação.

Rudá chamou a atenção para as condições de trabalho extremamente graves que a pesquisa revela em todos seus indicadores (violência, saúde, ambiente e equipamentos, gestão de pessoas, apoio técnico da SME e capacitação).

Elas levam ao adoecimento dos Gestores e demais profissionais de educação. E o Gestor trabalha doente, por compromisso, responsabilidade e por não ter possibilidade de estar ausente da escola devido ao exagero de exigências. Também está cada dia mais estressado, o que é um componente da síndrome de burnout, ou seja, do esgotamento mental total do trabalhador resultante das condições de trabalho.

Em breve os dados completos serão publicados em revista eletrônica no site do SINESP e em revista impressa.

Algumas questões graves levantadas com os filiados nas Reuniões Regionalizadas são:

Relação UE X DRE (prazos exíguos, demora no cadastro de títulos, suporte insuficiente e/ou inadequado às U.Es, pouca autonomia para as U.Es., etc);

Quadros de servidores incompletos (Módulos incompletos;

Professores de regência e de módulos, Agentes Escolares, ATEs, AVEs, Estagiários, Vigias...);

CEFAI (equipe incompleta não dá suporte, atendimento precário);

Violência e segurança (invasões, roubos e depredações, sem ronda da GCM nem existência de vigilantes);

Necessidade de reformas em U.Es (acessibilidade, reformas estruturais, cobertura de quadra, etc.).

 

Campanha Salarial 2019

A pauta de reivindicações para a Campanha Salarial deste ano, baseada nas lutas históricas travadas pelo Sindicato e nas demandas levantadas no contato direto com a base e nas reuniões de RELTs e CREPs, foi aprovada em assembleia do SINESP no dia 10 de abril e já encaminhada ao governo.

Entre as reivindicações está a instituição de um Piso especial para os Gestores, tendo em vista as atividades e responsabilidades inerentes aos cargos de Coordenador, Assistente de Diretor e Diretor de Escola, e Supervisor Escolar. Outro ponto de destaque na discussão foi a questão da segurança nas Unidades Educacionais.

Também estão na Pauta de Reivindicações deste ano: reajuste salarial de 10% para recuperar as perdas dos últimos anos, fim das políticas salariais que discriminam aposentados ou readaptados, o pagamento imediato dos precatórios alimentares, auxílio-refeição de R$30 e normatização do benefício para os servidores que acumulam cargos na RME (veja a íntegra da pauta AQUI).

 

Mesa Setorial de Educação tem debate sobre o Piso e PDE

Na reunião de RELTs a Diretoria do SINESP apresentou informações sobre a última reunião da Mesa Setorial de Educação, que ocorreu no dia 18 de abril (a próxima está prevista para 26 de abril). A retomada da Mesa Setorial é um dos pontos do protocolo de negociação resultante da greve da categoria.

Veja AQUI texto sobre a última reunião, com debates sobre Piso Salarial, PDE, concurso de Coordenador Pedagógico que está em fase de finalização, formação, violência e materiais didáticos.

 

 

Comentários   

#2 SINESP 26-04-2019 14:47
Citando Eliana Lebbolo Polet:
Como nos vos lutar contra a reforma da previdência se já temos a nossa aprovada na Prefeitura com um desconto enorme de 14% e ninguém entrou na justiça e nem o sindicato porque ela não tem amparo legal esta lei municipal tem que ser anulada é nisto que o SINESP deveria estar focado também.

Cara filiada
O SINESP ingressou com ação judicial de inconstitucionalidade na Reforma Municipal. O Tribunal de Justiça está no momento ouvindo as partes envolvidas para posterior julgamento da ação. É essencial a luta continuar no plano federal que tem ainda mais perdas que a mudança da alíquota.
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#1 Eliana Lebbolo Polet 24-04-2019 19:22
Como nos vos lutar contra a reforma da previdência se já temos a nossa aprovada na Prefeitura com um desconto enorme de 14% e ninguém entrou na justiça e nem o sindicato porque ela não tem amparo legal esta lei municipal tem que ser anulada é nisto que o SINESP deveria estar focado também.
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