Temática atual, princípios sindicais e lutas históricas unem os Gestores Educacionais no 22º Congresso do SINESP

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“Pós-verdade, fake news e outros desafios para os Educadores” foram os temas amplamente analisados pelos convidados do SINESP. O enorme interesse da categoria mostrou o acerto do Sindicato em trazer essa discussão ao 22º Congresso do SINESP, entre os dias 25 e 28 de setembro.

Veja AQUI a galeria de fotos do Congresso.

Um exercício coletivo de reflexão e conscientização

A mesa de abertura contou com a presença da filiada do SINESP Fátima Antonio, representando o Conselho Municipal de Educação, do Deputado Carlos Giannazi, também filiado, dos Vereadores Eliseu Gabriel e Toninho Véspoli e da filiada Elisabeth Godoy, do Fórum Municipal de Educação Infantil. Além de reconhecerem a importância da presença do SINESP nas grandes lutas locais e nacionais, deram ênfase ao cenário difícil pelo qual o nosso país passa, a exigir resistência da parte dos trabalhadores.

O Vereador Eliseu Gabriel reafirmou a boa nova já divulgada pelo site do SINESP: o PL 187/2016 de sua autoria, que prevê 10% da jornada dos Gestores para formação, já passou por todas as Comissões da Câmara Municipal e aguarda ser colocado em pauta. Trata-se de luta congressual histórica da categoria, alvo do empenho constante do SINESP.

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Em seu discurso, o presidente do SINESP, Luiz Carlos Ghilardi, chamou os Gestores Educacionais a “um exercício coletivo de reflexão e conscientização”, em prol da defesa da Democracia, e da responsabilidade dos educadores frente à radicalização do momento político e aos embates nas redes sociais.

A Democracia não é um projeto acabado, mas uma busca empreendida coletivamente, uma construção constante e consciente”, disse Luiz. Para ele, em nada contribui a erosão da civilidade no discurso político, resultado da radicalização atual.

A incivilidade é contagiosa como um vírus, com possibilidade de contaminar o ambiente político, profissional e familiar. Traz como efeitos o insulto, a grosseria, as ameaças, a demonização dos adversários, transformados em inimigos”. Nesse contexto, Luiz Carlos vê o papel dos educadores como decisivo para dar chance de triunfo da Democracia, que prega a resolução pacífica dos problemas. “É preciso que tenhamos uma postura de serenidade, de ponderação, de fuga à radicalização e ao descrédito na política.”

O Presidente Luiz Carlos Ghilardi reforçou ser esse o perfil do Sindicato: “O SINESP acaba de viver o processo eleitoral, em que os filiados puderam eleger seus representantes para os próximos três anos. Passado o momento, os Gestores se unem em torno dos mesmos princípios e das mesmas lutas, presentes nesse Congresso da categoria”.

Veja AQUI vídeo com o discurso de abertura do Presidente do SINESP.

Apresentação artística mostra o ótimo trabalho realizado na Rede Municipal de Ensino

O Grupo UH-Batuk-Erê fez da abertura do 22º Congresso do SINESP um momento inesquecível.

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Organizado em 2005 na EMEF Profª Esmeralda Salles Pereira Ramos, zona Norte da cidade, sob a coordenação do Prof. Edson Barbosa, o grupo mostrou uma animação contagiante.

Composto atualmente por trinta e cinco alunos, tem como foco a prática da cidadania com ações que reafirmam a identidade afro-brasileira e indígena do nosso povo.

A plateia acompanhou o espetáculo de percussão, dança e canto, com aplausos vibrantes e sinceros intercalando a apresentação.

Veja AQUI vídeo com a apresentação do Grupo UH-Batuk-Erê.

 

Apresentação de trabalhos das UEs no 22º Congresso do SINESP

A Diretoria do SINESP convidou os filiados a exporem, através de banneres, trabalhos mostrando as boas práticas pedagógicas desenvolvidas pelas Unidades Educacionais.

Doze escolas apresentaram pôsteres no 22º Congresso SINESP.

Os responsáveis foram convidados a enviar o material para o SINESP, através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., e à medida que forem chegando, divulgaremos no site do Sindicato. Aguarde.

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Conferência de abertura

“Pós-verdade, fake news e outros desafios para os Educadores”

Foi proferida pelo Dr. Fernando Luiz Abrucio, Doutor em Ciência Política pela USP; Professor da faculdade Getúlio Vargas, pesquisador nas áreas de gestão e políticas públicas, com destaque para o tema Educacional.

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Mentiras em larga escala, teorias conspiratórias, notícias falsas sempre houve e sempre haverá. Fofoca, telefone sem fio, comprovam que a verdade muda quando há muitas pessoas envolvidas. Com as novas tecnologias, a capilaridade com que a informação chega é impressionante.

A lógica do fake news tem a ver com as redes sociais, usadas pelas pessoas para formar sua identidade, antes buscada nas religiões, nos times de futebol. Hoje as redes sociais ganharam centralidade na vida, tornaram-se tribais, não gostam de ouvir o diferente. Além disso, colocam em questão a ordem social – os russos usaram fortemente as redes sociais na eleição norte-americana, indo contra a ordem social.

A estrutura das fake news e pós-verdades se baseia em que não há verdade como nós a concebemos, não há verdades absolutas.

A noção da pós-verdade é o tema central, que vai contra o saber científico. Afirma, por exemplo, que não existem mudanças climáticas no mundo, que vacinas são nocivas, provocando a redução da cobertura vacinal. Contém um carater anti-civilizatório, contra a visão de democracia, de tolerância, desconfia de todo saber construído fora da vida privada, almeja uma verdade indiscutível, que separa quem é amigo e inimigo, que pretende um mundo sem separação entre o público e o privado.

Nesse contexto de pós-verdade, em que não se reconhece a separação entre família, religião, estado e nação padecem os espaços públicos e de socialização, como a escola.

A pós-verdade pode ser um fenômeno passageiro, ou pode se aprofundar como ocorreu na Alemanha nazista.

Embora com enormes dificuldades, a escola é importante por poder intervir na formação do homem contemporâneo, promover a socialização, lidar com normas e valores, formar capital humano, formar cidadãos, buscar a equidade – condições para que todos possam se desenvolver. Deve ser crítica, reflexiva, tolerante, participativa e coletiva, mostrando que não existe uma única verdade, e para que serve o saber. Pela importância desse papel civilizatório, é urgente melhorar a formação dos educadores e suas condições de vida e de trabalho.

Veja AQUI vídeo com a Conferência de Abertura do 22º Congresso do SINESP.

 

Palestras por eixos temáticos

“Riqueza da diversidade e o respeito aos direitos humanos: desafios para os educadores em tempos de produção e circulação de falsas notícias”.

Palestra proferida pela Profª Edneia Gonçalvez, Socióloga pela Fundação Escola de Sociologia e Política, com longa experiência na elaboração e avaliação de projetos sociais e educacionais, formadora de equipes gestoras principalmente na Educação de Jovens e Adultos, e de projetos de cooperação técnica internacional em países africanos lusófonos; é também assessora da ONG Ação Educativa.

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A Professora Edneia teve Paulo Freire como formador e o tem como inspiração. De Hanna Arendt trouxe a definição cabal “a essência dos direitos humanos é ter direitos”. Não se trata de construção nova, vem do século XVIII, e o seu oposto é a escravidão, o desconhecimento da própria humanidade, o atrito inaceitável nas relações entre os homens. Ao educador cabe levar a história da construção dos Direitos Humanos e posicionar-se pelo seu cumprimento.

Com exemplos muito próximos, acompanhamos, pela intervenção da Professora Edneia, a lenta evolução histórica dos Direitos Humanos, em suas várias dimensões. A luta pelos direitos civis e políticos – iniciados nos anos 60, nos Estados Unidos da América – quando a segregação era total. Também no Brasil essa luta foi forte e dificultada pelo mito da democracia racial. Os direitos civis dizem respeito ao direito à diferença, ao próprio corpo, ao respeito por ser o que se é. São direitos muito próximos da história das crianças que estão nas escolas, dos professores e demais trabalhadores. Exigem o respeito também as minorias, o movimento LGBTQI+, o imigrante, e demais grupos sociais. O diálogo entre educação e movimentos sociais deve ser constante.

Os Direitos Humanos envolvem também direitos econômicos, culturais e sociais: à educação, a alojamento decente, à comida, à água, ao usufruto dos mais elevados padrões de saúde física e mental, o direito à diversidade, ao desenvolvimento, à paz e a valores culturais próprios – como a prática de religiões afro.

Os Direitos Humanos são universais, indivisíeis, interdependentes, exigíveis e sujeitos a normas e princípios jurídicos voltados à sua aplicação. Entender toda a sua abrangência e amplitude requer dos educadores boa formação, que faça sentido e que norteie ações concretas.

“Gestão Educacional e o combate cotidiano às fake news”

Palestra do Dr. Rafael Grohmann, do mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, Doutor e mestre em Ciência da Comunicação pela ECA-USP, autor do livro “Mudanças do mundo do trabalho do jornalista”.

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Fake news não são algo novo, a velha fofoca, o telefone sem fio, a notícia fraudulenta, a desinformação, o rumor, a montagem antecederam esse fenômeno. A novidade está na maneira como circulam e seus novos atores, humanos e não humanos – os robôs.

Importante é sabermos como funciona a engrenagem das notícias falsas. Hoje as pessoas agem nas redes sociais tratando políticos como se fossem cantores pop e acreditam nas notícias, mesmo falsas, porque se sentem afetadas por ela. É preciso saber que as redes não são neutras, têm filtros-bolha, que ajudam o contexto de propagação de fake news. O excesso de informação, e a pouca comunicação, contribuem para isso, gerando um processo de ansiedade. O desafio e o confronto são o passo seguinte.

É preciso uma “alfabetização” midiática e digital para aprender os códigos e sutilezas presentes nas redes sociais. No ambiente escolar, combater os fake news é levar para a sala de aula de forma sistemática essa questão, através de projetos interdisciplinares. Na pesquisa escolar, não é possível ignorar a internet, mas, a partir dessa informação, pensar em outros dispositivos pedagógicos, pautar o trabalho educacional de curadoria, de “edição de mundo”. Os educadores não podem se fechar a essa formação, ou ignorar que o processo de disseminação de notícias falsas é sério e real.

“Valorização do trabalhador da educação e o papel (não) exercido pelas publicidades que desprestigiam o servidor e o serviço público”.

Palestra com o Dr. Rudá Ricci, Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, Mestre em Ciência Política pela mesma Universidade, graduado em Ciências Sociais pela PUC-SP, atualmente é diretor geral do Instituto Cultiva.

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“O cuidado com os educadores não existe no Brasil”, afirmou Rudá Ricci baseado na pesquisa do SINESP/Instituto Cultiva “Retrato da Rede”. Realizada junto aos Gestores Educacionais há mais de uma década, não recebe dos governos propostas de solução aos problemas apresentados.

O ataque aos serviço público e aos servidores começa nos anos 90, responsabilizando as novas tecnologias pela necessidade de acelerar mecanismos e procedimentos. Até então, o rítmo de criação de produtos era lento – dez anos – e rapidamente se acelerou chegando a seis meses no presente.

A premissa de que a produção é muito rápida e o Estado não pode ser lento, foi levando o servidor a ser multifuncional e polivalente. Em nome do aumento da produtividade, o trabalho passou a ser controlado por metas, com menos pessoas realizando as mesmas tarefas, em menos tempo. Foram concepções que vieram do mercado, da produção industrial e que impactaram negativamente a educação, que pressupõe processo lento e contínuo de construção da autonomia do educando. Transformá-lo em cliente, como propõe essa visão mercantilista, inverte – e subverte – o conceito de formação.

Empreendedorismo e meritocracia são também conceitos muito presentes nessa ótica, tirando do Estado sua função social equalizadora. Ocultam os verdadeiros problemas do Estado brasileiro: a sonegação de impostos, a distribuição injusta da tributação, o não pagamento de dívidas das grandes empresas, entre outras questões.

Falácias também presentes no discurso de desqualificação do serviço público no Brasil é que temos um número excessivo de servidores, ou de cargos comissionados. Na verdade estamos abaixo da médial mundial nessas questões e os servidores brasileiros têm qualificação muito acima da média nacional.

Nosso serviço público, no entanto, é burocrático e verticalizado, acarretando a tomada de decisões de maneira fria, muitas vezes sem contato com o sofrimento do usuário. Esse é um grande desafio a vencer, sendo premente que o servidor público entenda o ambiente social em que trabalha e que se conscientize de seu papel social junto à população usuária.

São obstáculos para a busca de um Estado democrático: a cultura de formação aristocrática e corporativa, o burocratismo, a ideia de que o servidor é um cidadão especial, a especialização e o racionalismo nas decisões técnicas. Tudo isso leva a um ambiente de muita pressão no serviço público, em que casos de assédio moral e até mesmo de suicídios aumentam. Superar essa realidade seria o servidor se ver menos como mero cumpridor de tarefas, e mais como um formulador de políticas públicas, com elevado nível de consciência e engajamento social.

“Cultura digital e o contexto da intolerância: desafios da Gestão e a implementação da BNCC”

Palestra proferida pelo Dr. Ricardo Mariz, Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília, Mestre em Educação e Pedagogo, pesquisador do programa de mestrado de Gestão do Conhecimento e Tecnologias da Informação da Universidade Católica de Brasília, membro da Comissão de Justiça e Paz do Distrito Federal.

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A educação e seus profissionais vivem num contexto de “rajadas de vento”, sempre na expectativa do “que será que vão inventar agora?”. Em meio à violência urbana, desigualdade social, intolerância, instabilidade política, o clima é de desesperança. Para enfrentar tudo isso, António Nóvoa costuma dizer que “a escola é uma carreta com rodinhas de bicicleta”... a escola sozinha não faz o sol.

A essas violências externas, somam-se as que acontecem na escola, quando insistimos no “aluno ideal”, ou no “professor ideal”.

O tempo também passou a ser um problema na escola. Há a sensação de compressão do tempo, a obrigação de fazer mais coisas, com menos tempo e cada vez mais rápido e melhor. Precisamos compreender que isso tem um limite, e que sem tempo não se pode fazer nada.

O uso inadequado da tecnologia não faz a escola melhor. Não é correta a ideia de que encher a escola de computadores trará educação de melhor qualidade. Hoje há uma espetacularização do cotidiano, o aluno só se ocupa com o que é espetacular, mas educação é um processo. O erro tem que ser visto como passo para o aprendizado, o medo de errar inibe, é preciso tirar a dimensão moral do erro. A escola não pode ser a da tortura, e nem a escola do espetáculo.

Hoje o educador vive o dilema de correr atrás da próxima novidade, como um cão corre para trazer de volta uma vara atirada. Conta a lenda que se atirarmos uma vara para um tigre, ele olha para a vara e em seguida volta o olhar para quem a atirou...

Toda a complexidade do contexto em que vivemos deveria ter sido pensado antes da proposta da BNCC. Se for a novidade da semana, não vai levar a lugar nenhum...

Veja  AQUI vídeo com as quatro palestras.

 

Debate dos eixos temáticos e aprovação dos princípios e lutas do SINESP

As quatro palestras sobre os eixos temáticos tiveram o propósito de subsidiar os debates realizados pelos congressistas em quatro grupos, com dois eixos por grupo.

22 Cong DebateGrupos 7Veja mais imagens dos grupos na galeria de fotos.

A base para o debate foi o caderno contendo os princípios e lutas aprovadas nos Congressos anteriores do SINESP, que estruturam a atuação da Diretoria e a ação sindical.

Após leitura e debate coletivo nos grupos, foram aprovadas mudanças, exclusões ou incorporações de novas lutas apresentadas pelos congressistas.

Na plenária final todas essas propostas foram debatidas e aprovadas ou rejeitadas pelo conjunto dos participantes do Congresso.

O resultado final, com os princípios e lutas para o próximo ano, além das moções aprovadas, pode ser conferido aqui.

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Conferência intermediária

Propostas dos candidatos à Presidência da República na campanha eleitoral de 2018 - com ênfase na temática da Educação.

Com Dr. Rodrigo Augusto Prando, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp/FCL- Araraquara. Licenciado e Bacharel em Ciências Sociais. Professor e Pesquisador do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, lecionando Sociologia e Ciência Política, para os cursos de Administração, Economia e Ciências Contábeis. Pesquisa e escreve sobre “intelectuais e poder político”, “cultura política brasileira”, “empreendedorismo e cultura brasileira”, “cenários políticos e eleitorais no Brasil”.

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O cientista político versou acerca do cenário político e eleitoral brasileiro dentro da conjuntural atual. Tratando, panoramicamente, de partidos e políticos, bem como apresentação das propostas dos candidatos e candidatas à Presidência da República para a área da Educação.

Veja AQUI vídeo com a Conferência do Dr. Rodrigo Prando.

 

Conferência final

“Pensar fora da bolha: a disputa de informação em uma sociedade polarizada e as influências as fake news nas eleições de 2018”

Proferida pela Drª Viviane Mosé, Mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Graduada em psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Especialista em elaboração e implementação de políticas públicas. É poetisa e psicanalista.

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“Educadores são multiplicadores da vida”, disse Viviane Mosé ao iniciar sua conferência. A partir daí, descreveu um mundo em que a tecnologia evoluiu de maneira vertiginosa sem que fosse acompanhada pela maturidade política, social e emocional de quem a usa. Os desafios da vida contemporânea são inúmeros e assustadores, como o fenômeno do crescente número de suicídios de jovens e crianças. O conflito de gênero é o que mais causa suicidio entre os jovens.

A vida tem pouco valor, nessa transição do mundo cartesiano, piramidal, excludente e materialista do Século XX para o mundo virtual do Século XXI, que passa a se organizar em redes.

Nietzsche (1844-1900), filósofo, escritor, poeta e filólogo alemão previu a derrocada da construção idealizada daquela sociedade linear. Hoje o saber não está apenas nas universidades, o mundo virtual está fora da lógica acadêmica, e as verdades são colocadas em dúvida. Ao mesmo tempo, a depressão é a doença mais incapacitante e o alto índice de pessoas medicadas – adultos e crianças – mostram que vários aspectos civilizatórios estão em crise.

Para a educação o impacto é grande. Os professores eram donos do saber, o que lhes dava poder. Hoje os jovens têm acesso ao saber, através da internet, de acordo com seus interesses. Os youtubers dominam o mercado.

A internet pegou uma sociedade segmentada pela exclusão moral, financeira, intelectual e a está transformando. Essa desintegração proporcionou a troca de informação entre diferentes, com informação para todos. Entretanto, temos acesso à informação sem maturidade e as mídias nos manipulam o tempo todo. Muitas vezes, o ódio na internet é fruto do desespero, da falta de leitura, do pensamento binário e superficial numa sociedade complexa. É consequência da manipulação das fake news e das falsas notícias.

Chegamos ao início do século XXI sem saber o valor da vida. A sociedade em rede nos dá varias opções, sendo uma delas construirmos uma rede de benevolência ao redor das redes sociais. A educação deve nos fazer pensar e refletir sobre a complexidade desse momento.

Veja AQUI vídeo com a Conferência da Drª. Viviane Mosé.

 

Um grande show de Zeca Baleiro

Para fechar com chave de ouro mais um congresso de sucesso do SINESP, com muita reflexão, debate e encaminhamentos, nada como um belo, alegre e sensacional show.

Foi o que proporcionou o cantor e compositor Zeca Baleiro. A plateia acompanhou e entoou vários de seus maiores sucessos, e teve direito a uma divertida sessão de fotos no placo puxada pelo artista.

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