SINESP debate os reflexos do bullying na escola

Aconteceu no SINESP
TIPOGRAFIA

O especialista Luiz Ramires destaca que “para enfrentar a intolerância é preciso construir o respeito mútuo”.

Curso presencial genero 01 09 18 ll L.RamiresEm continuidade ao curso que trata de questões de gênero e diversidade sexual, o tema escolhido para o debate foi o Bullying.

Prática frequente no ambiente escolar, ele “pode trazer prejuízos ao desenvolvimento do estudante, por ser uma forma de violência”, segundo o o palestrante Luiz Ramires, Mestre e Doutorando em Educação pela USP, com dissertação sobre o tema realizada com jovens gays do ensino médio.

Ele destaca que o bullying tem por objetivo desqualificar a outra pessoa, por representar um diferente grupo social.

“A maneira como fala e gesticula, sotaque, origem social e/ou geográfica, estilo de se portar, se vestir, gosto musical, e o modo como trata os demais são alguns dos exemplos mais frequentes das “piadinhas” dentro das unidades educacionais”, afirma o especialista.

Os efeitos, para quem sofre a violência, são perceptíveis e resultam em consequências terríveis no desenvolvimento psicológico. Entre eles, estão o isolamento social, tentativas de suicídio, mudanças repentinas de estado de humor (ansiedade, depressão), medo de lidar com pessoas não conhecidas, demonstrações constantes de grande tristeza, resistência em ir à escola ou mudanças de hábitos na entrada/saída, e o fraco rendimento escolar.

Curso presencial genero 01 09 18 I L.RamiresPalestrante Luiz Ramires (de vermelho)Quando se trata da discriminação por gênero, o bullying pauta-se no senso comum da heteronormatividade. Ou seja, parte do pressuposto de que há dois sexos que são opostos com comportamentos distintos (viril x sensível/delicada), e a atração de um sexo pelo outro. No entanto, para Ramires, “não se trata de apagar as diferenças, mas ressignificá-las, dar-lhes novo sentido. Fazer com que deixem de ser marcadores da desigualdade” finaliza.

Para o especialista, o combate a essa prática se dá por meio do acesso ao conhecimento, papel que deve ser desenvolvido por educadores. “A homofobia, ou seja, o medo, aversão, hostilidade aos não-heterossexuais é um subproduto do sexismo, e afeta a todo mundo, inclusive os heterossexuais”. E conclui: “A homofobia é um fenômeno complexo, que requer uma atitude ética de repúdio à desvalorização do outro”. Confira o material disponibilizado pelo palestrante, clicando AQUI.

Lembrando que o último encontro do curso sobre “Gênero, diversidade sexual e promoção de equidade na Educação Básica” acontece no dia 15 de setembro, às 9h, no CFCL-SINESP. Para conferir como foram os debates nos primeiros encontros do curso, clique AQUI.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar