Covas e vereadores jogam bomba de maldades na ceia de natal dos Servidores

Aconteceu no SINESP
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Governo e Câmara municipal aproveitam época de festas para colocar em votação projetos que retiram direitos da categoria e da população, como a Reforma da Previdência e Escola sem Partido

ESP 1Véspera de final de ano, época de confraternizações e de desacelerar o ritmo. Esse tem sido o costume dos vereadores da prefeitura de SP nos últimos tempos. Este ano, no entanto, as coisas tem sido bem diferentes. A presença dos políticos nas atividades legislativas neste período de festas deixa de cabelos em pé a população paulistana, em especial os servidores públicos do município.

A urgência colocada na aprovação do projeto da reforma da previdência, o PL621/16, carrega junto uma avalanche de outros projetos assustadores. É o caso do Escola sem Partido, que instaura a censura no debate dentro das salas de aula.

O PL 325/14, de autoria do Vereador Eduardo Tuma prevê uma série de mudanças dentro do ambiente escolar, entre eles a afixação de pôster com os deveres do professor em sala de aula.

SINESP-presente-escolaspartido.jpgSINESP presente na audiência da Câmara sobre Escola sem PartidoO projeto foi pautado para ser votado em sessão extraordinária na tarde dessa quinta-feira, 20 de dezembro de 2018, e tem o apoio dos vereadores Holiday, João Jorge, e outros vereadores.

O SINESP é contrário a esse projeto de censura. Participou de todas as ações para barrá-lo, em nível Federal e Municipal. O PL denominado sem partido é falacioso, pois vai contra a pluralidade necessária à educação. O SINESP defende a gestão democrática, que é um dos princípios aprovados em congresso pela categoria dos gestores educacionais. Ela prevê a participação e a voz da comunidade, família e alunos nas escolas.

O SINESP estará mais uma vez acompanhando a discussão e denunciando os prejuízos à educação plural e inclusiva. O projeto representa um grande risco à gestão democrática e permite a criminalização de professores e educadores, a censura e a perseguição política.

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O SINESP defende a Gestão Democrática nas Escolas

A Rede Municipal de Educação tem, historicamente, os Conselhos de Escola. Mais recentemente foram criados os Conselhos de Representantes de Conselho de Escola. Colegiados como Conselho de Escola, APM, Grêmio e CRECE devem ser fortalecidos.

Na III Conferência Nacional de Educação, realizada mês passado em Brasília, o SINESP defendeu o fortalecimento dos colegiados, bem como a efetiva formação dos Conselheiros, de forma a qualificar todos os segmentos para uma atuação ativa e democrática.

Conflitos nas Unidades Educacionais passam pelo diálogo e construção da mediação entre as partes. A construção da Cultura de Paz necessária na Sociedade tem espaço no debate nas Escolas.

O Gestor Educacional, por sua vez, é o articulador do processo de construção, da manutenção e fortalecimento da Gestão Democrática.

Gestão Democrática é princípio basilar no SINESP. Ela é o antídoto para combater o obscurantismo, o retrocesso, o denuncismo, o cerceamento e a antipedagogia do Escola sem Partido!

O SINESP está em alerta total acompanhando e se manifestando contra esse projeto que ataca a democracia e a educação de qualidade, e está na luta contra o andamento do Projeto, exigindo que ele seja retirado.

Veja AQUI cartilha do SINESP sobre o “Escola sem Partido”.

Veja vídeo com palestra de Selma Rocha na reunião de RELTs do SINESP sobre o "Escola sem Partido".

Comentários   

#1 José Márcio Pereira 26-12-2018 11:10
Esta história de escola sem partido ou com partido deve ser aprofundada . Aprendi que nas escolas sobretudo nos anos iniciais , no fundamental, deve - falar de política com P maiúsculo , de modo geral, distanciado , das finalidades da política ( arte de governar), da preocupação com o bem comum , das diversas formas e concepções presentes na história, dos males da má política (politicagem) etc. Desenvolver , enfim , o espírito crítico nos alunos , a fim de que possa posteriormente fazer sua escolha com algum grau de consciência. Não se deve , portanto , fazer proselitismo, doutrinação. O que , aliás , é proibido ao funcionário público , segundo seu estatuto !!!!
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