Outubro Rosa: O auto-exame pode salvar vidas!

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O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O SINESP, sindicato de luta, participativo e propulsor de campanhas de relevância social, também comemora o evento e convida todas as filiadas, e também os filiados, a se conscientizarem e darem importância à vida. Por isso, divulga a campanha Outubro Rosa, para vencer o preconceito e combater este mal que coloca em risco a vida de tantas mulheres.

Histórico:

O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990.

Todas as ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosa, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc.

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O objetivo da campanha é disseminar informações sobre prevenção e tratamento desse tipo de câncer, o mais comum entre as mulheres no mundo todo, e também no Brasil.

Prevenção e o diagnóstico precoce são sinônimos de vida:

A importância da prevenção (através de hábitos de vida mais saudáveis) e do diagnóstico precoce do câncer de mama é o foco da campanha internacional Outubro Rosa. O SINESP acredita na importância do conhecimento frente ao medo e ao preconceito, por isso reforça a participação nesta importante campanha.

Se, no momento do diagnóstico, a doença estiver em estágio inicial, as chances de cura chegam a 95%. A nível mundial, a sobrevida média por cinco anos é de 61%.

A mobilização mundial também chama atenção para dados alarmantes. No Brasil, estimam-se 59.700 casos novos de câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres – 960 casos novos de câncer de mama, de acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Este tipo de câncer é o mais comum entre as mulheres no mundo e o segundo no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano no País.

Mamografia:

Para mulheres entre 50 e 69 anos, a indicação do Ministério da Saúde é que a mamografia de rastreamento seja realizada a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

O Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias. A recomendação, por parte dos médicos, é que a avaliação seja feita antes dos 35 anos somente em casos específicos.

Sintomas:

Durante o autoexame, é possível verificar se há indício de alguns dos sintomas, como presença de caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); e pequenos nódulos localizados debaixo dos braços (axilas) ou no pescoço.

Autoexame:

O autoexame pode ajudar a encontrar precocemente nódulos. Mas para isso é necessário fazê-lo mensalmente, entre o 7º e o 10º dia após o início da menstruação (ou uma data fixa para as mulheres que pararam de menstruar) para poder notar qualquer alteração na mama. A qualquer sinal de alteração, procure um mastologista (médico especialista em mamas). Lembrando que esta técnica não substitui a mamografia, apenas auxilia na identificação precoce do câncer.

Como fazer o autoexame*:

No chuveiro ou deitada: coloque a mão direita atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda mama direita. Repita o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

Diante do espelho: inspecione suas mamas com os braços abaixados ao longo do corpo. Levante os braços, colocando as mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico. Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração. Por fim, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai qualquer secreção.

*Com informações do INCA – Instituto Nacional do Câncer

 

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