O Dia Nacional da Consciência Negra será comemorado em São Paulo com um ato político e uma marcha pelas ruas da cidade

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14º Marcha da Consciência Negra

20 de novembro de 2017

Concentração a partir das 13h00 - MASP - Av. Paulista

Com atividades culturais e ato político

Saída da Marcha às 16h00

Essa manifestação reúne o povo negro e todos não negros alinhados com a defesa da democracia, da igualdade e da justiça social. Expressa a denúncia do racismo, da discriminação e da intolerância que persistem na sociedade brasileira, em seus espaços sociais e privados.

O SINESP divulga a marcha e incentiva a participação, convicto de que mais que nunca é preciso ir às ruas em defesa da tolerância, da democracia, da distribuição de renda, porque o país vive uma escalada inédita de violência ideológica, imposição de ideias conservadoras, retrocessos históricos em direitos democráticos, sociais e trabalhistas.

O SINESP sempre se preocupou com o combate ao racismo

Nos 20 de novembro, elaborou inúmeros cartazes de divulgação e programou atividades voltadas à reflexão do tema. A inclusão social, o combate às diferenças, a compreensão e a aplicação da Lei 10.639/03, que regula o ensino da história e cultura afro-brasileira, obrigatório nos currículos do ensino fundamental e médio, são fontes de preocupação constante.

Nesse ano, foi oferecido aos filiados o Curso presencial: “HISTÓRIA, CULTURA E SOCIEDADE NO CONTINENTE AFRICANO”, realizado no Centro de Formação, Cultura e Lazer, o CFCL-SINESP.

O propósito foi desenvolver estudos sobre as sociedades africanas e suas diversidades (línguas, organização social, organização econômica, organização política etc), através da discussão de conceitos (tribo, etnia, grupo étnico, nação, estado etc.) geralmente confusos e ideologicamente carregados, além de expor o conjunto dos valores civilizatórios africanos (noção de pessoa, família, poder, produção etc).

Três encontros foram programados com os temas: Introdução aos Estudos africanos / História da África; Saber e conhecimentos “tradicionais” / O saber colonial, o “africanismo” e a institucionalização da antropologia; Atualidade da antropologia africana / Valores civilizatórios negro-africanos.

Defesa da carreira

Um dos princípios mais caros ao SINESP é a defesa da Carreira e do Concurso Público como forma de acesso aos cargos de Gestor Educacional. Essa defesa reforça a convicção do Sindicato em torno da luta pela inclusão dos desiguais, seja pela raça, etnia, sexo ou identidade de gênero.

O Concurso é a forma mais democrática de acesso. Dá oportunidade a todos, selecionando os que se preparam melhor ao longo da vida acadêmica e profissional, e elimina filtros e distorções que indicações e eleições geram. Para entender melhor essa última afirmação, basta olhar para nosso Congresso Nacional: entre os eleitos, apenas 3% têm a pele preta, e a representação de mulheres e da população LGBT também está muito aquém da realidade. É claro que o concurso não prescinde da existência de políticas afirmativas, voltadas a reparar danos e atrasos históricos a que o povo negro foi submetido devido, sobretudo, à escravidão.

Por um projeto político para o povo negro

Numa sociedade desigual e opressora como a brasileira, é preciso um projeto político bem estruturado, que atinja todas as frentes de resistência, de forma a ampliar as políticas de reparação da desigualdade já existentes, como as cotas raciais nas universidades, e a criminalização do racismo.

Um projeto no qual a vida digna para a população negra seja o centro de uma sociedade anti-racista, e que contemple estruturalmente as mulheres negras, que ocupam a pior posição nas estatísticas: são as mais pobres, que têm os menores salários, que mais sofrem violência e injustiças.

Em que a violência policial, que age desenfreadamente e sem controle nas periferias e tem como vítima predileta jovens negros do sexo masculino, seja combatida a partir da raiz, que é a diferença na renda, nas oportunidades, na escolarização, no acesso ao emprego.

Um projeto como esse somente pode se arquitetar tendo por base um mundo que ponha na centralidade a humanidade das pessoas e seus direitos primordiais como real igualdade, saúde e educação dignas, uma economia justa e que não vise à acumulação de riqueza sem fim e sem sentido, e um meio ambiente equilibrado.

O 20 de novembro é também dia de relembrar os heróis e mártires da resistência negra, de denunciar as mazelas que persistem e de afirmar o direito à igualdade social!

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